domingo, 9 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
EU RECOMENDO...
O site da Revista Superinteressante esta semana trás de forma dinâmica e bem legal um passeio virtual no fundo do mar (Mundo mar: descubra os segredos que o fundo do oceano esconde) e além de tudo você aprende se divertindo. Vale a pena conferir!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS...
Tantas coisas acontecendo em nosso país (digo: desgraças) e graças a Deus ainda existem pessoas que não só se sensibilizam com as questões sociais, mas vão além, como fez esta professora ao se deparar com uma situação que não há explicação. Leia e depois tirem suas conclusões e que sirva de exemplo para nós!
Testemunha confirma que africano foi espancado até a morte:
A professora de Sociologia, Janaína Pereira Monteiro, vai receber proteção policial permanente. Ela presenciou o assassinato do africano Toni Bernardo da Silva, de 27 anos, morto após ser espancado em uma pizzaria em Cuiabá, há 11 dias. Segundo o governo do estado, policiais civis vão fazer a guarda da família da professora por tempo indeterminado. Ela negou fazer parte do programa de proteção à vítima, do governo federal, pelo fato de não querer sair de Cuiabá.
Após o crime, ela teme correr risco de morrer. "Outro dia vi uma juiza ser morta. Porque não matariam janaína?" questionou. Nesta segunda-feira (03), em coletiva à imprensa, na Assembleia Legislativa do estado, ela resolveu quebrar o silêncio e relatou com detalhes como Toni morreu.
Na noite daquela quinta-feira (22), a professora fazia compras em um supermercado próximo à casa dela. Quando chegou em casa, percebeu que perdeu o cartão de crédito e resolveu voltar à rua para procurá-lo. “Fui fazer o trajeto da minha residência para ver se o cartão havia caído por ali. Quando olhei para o estabelecimento, vi um tumulto e perguntei ao meu irmão o que estava acontecendo, ele disse que não sabia falar exatamente, mas que tinha um rapaz que estava apanhando havia algum tempo”, relatou.
Toni estava estirado no chão e imobilizado por dois homens. “[Ele estava] deitado no chão de bruço. As duas mãos para trás, uma pessoa, que era um negro, segurava ele do lado esquerdo e um homem branco também segurando o Toni do lado direito. Os dois estavam ajoelhados sobre as costas dele”, descreveu.
Um deles, segundo a professora, dizia para Toni. “Você sabe porque está apanhando? Você sabe porque está apanhando? Você está apanhando porque é bandido”, lembrou. Nesta hora, ela disse que tentou acabar com a briga. “Eu dizia para eles que o rapaz já estava imobilizado e que não havia motivo para eles continuarem batendo nele e que precisavam chamar a polícia porque eles eram profissionais que saberiam o que fazer”, lembrou a professora.
Neste momento, ela descobriu que ambos eram policiais militares e se assustou com a atitude dos agentes perante a situação. “O rapaz negro me olhou e disse 'eu sou um policial', aí respondi que eles não eram policiais, que policiais eram defensores dos direitos humanos”, apontou.
A chegada da Polícia Militar ao local foi rápida. Segundo a professora, o policial que atendeu a ocorrência checou os sinais vitais do africano e logo acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Toni já estava morto. Após o crime, Janaína prestou depoimento à polícia. Ela não se esquece do desespero dos amigos de Toni quando viram o corpo do amigo no local. “Eu ouvi uns gritos , era os compatriotas do Toni, que ficaram desesperados ao ver o corpo estirado no chão, tentando compreender o que havia ocorrido”, finalizou.
Últimos momentos de vida
O G1 teve acesso às imagens de uma das câmeras de vigilância que mostram apenas um ângulo do momento em que o africano chegou ao estabelecimento. Depois disso, ele foi espancado até a morte. Nelas, Toni chega ao estabelecimento por volta das 23h17 já abordando uma das mesas onde estavam quatro pessoas. Segundo testemunhas, ele estava pedindo dinheiro. Em seguida, o africano se dirigiu a outra mesa em que estavam o empresário – que está preso por suspeita de envolvimento na morte – e a namorada dele.
Ele sentou ao lado da mulher e mais uma vez pediu dinheiro. Às 23h18, as imagens mostram o início da confusão. Houve muita correria dentro do estabelecimento. As imagens não conseguem captar com nitidez o tumulto.
Outro lado
O advogado dos policiais militares, Ardonil Manoel Gonzales Júnior, disse que Toni tentou assaltar a mulher do empresário e ainda teria simulado estar armado. Na visão do defensor, eles cumpriram “com o dever legal” da profissão, que nesse caso significava “defender as pessoas que estavam sendo coagidas pelo africano”. O advogado disse que vai entrar com um habeas corpus para que os policiais saiam da prisão o mais rápido possível. O G1 não localizou até o fechamento desta reportagem o advogado do empresário preso.
Na última sexta-feira (30), o inquérito policial que investiga o caso foi concluído. O delegado Antônio Esperândio indiciou os policiais militares e mais o empresário por homicídio. O inquérito será encaminhado para o Ministério Público, que terá cinco dias para denunciar ou não os suspeitos. O corpo de Toni aguarda um desfecho do Ministério das Relações Exteriores para ser trasladado para a Guiné-Bissau, país de origem do africano. Em nota, o órgão informou que o impasse é jurídico, uma vez que o órgão precisa comprovar o gasto com o transporte do corpo, que deve atingir R$ 30 mil.
Após o crime, ela teme correr risco de morrer. "Outro dia vi uma juiza ser morta. Porque não matariam janaína?" questionou. Nesta segunda-feira (03), em coletiva à imprensa, na Assembleia Legislativa do estado, ela resolveu quebrar o silêncio e relatou com detalhes como Toni morreu.
Na noite daquela quinta-feira (22), a professora fazia compras em um supermercado próximo à casa dela. Quando chegou em casa, percebeu que perdeu o cartão de crédito e resolveu voltar à rua para procurá-lo. “Fui fazer o trajeto da minha residência para ver se o cartão havia caído por ali. Quando olhei para o estabelecimento, vi um tumulto e perguntei ao meu irmão o que estava acontecendo, ele disse que não sabia falar exatamente, mas que tinha um rapaz que estava apanhando havia algum tempo”, relatou.
Toni estava estirado no chão e imobilizado por dois homens. “[Ele estava] deitado no chão de bruço. As duas mãos para trás, uma pessoa, que era um negro, segurava ele do lado esquerdo e um homem branco também segurando o Toni do lado direito. Os dois estavam ajoelhados sobre as costas dele”, descreveu.
Um deles, segundo a professora, dizia para Toni. “Você sabe porque está apanhando? Você sabe porque está apanhando? Você está apanhando porque é bandido”, lembrou. Nesta hora, ela disse que tentou acabar com a briga. “Eu dizia para eles que o rapaz já estava imobilizado e que não havia motivo para eles continuarem batendo nele e que precisavam chamar a polícia porque eles eram profissionais que saberiam o que fazer”, lembrou a professora.
Neste momento, ela descobriu que ambos eram policiais militares e se assustou com a atitude dos agentes perante a situação. “O rapaz negro me olhou e disse 'eu sou um policial', aí respondi que eles não eram policiais, que policiais eram defensores dos direitos humanos”, apontou.
A chegada da Polícia Militar ao local foi rápida. Segundo a professora, o policial que atendeu a ocorrência checou os sinais vitais do africano e logo acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Toni já estava morto. Após o crime, Janaína prestou depoimento à polícia. Ela não se esquece do desespero dos amigos de Toni quando viram o corpo do amigo no local. “Eu ouvi uns gritos , era os compatriotas do Toni, que ficaram desesperados ao ver o corpo estirado no chão, tentando compreender o que havia ocorrido”, finalizou.
Últimos momentos de vida
O G1 teve acesso às imagens de uma das câmeras de vigilância que mostram apenas um ângulo do momento em que o africano chegou ao estabelecimento. Depois disso, ele foi espancado até a morte. Nelas, Toni chega ao estabelecimento por volta das 23h17 já abordando uma das mesas onde estavam quatro pessoas. Segundo testemunhas, ele estava pedindo dinheiro. Em seguida, o africano se dirigiu a outra mesa em que estavam o empresário – que está preso por suspeita de envolvimento na morte – e a namorada dele.
Ele sentou ao lado da mulher e mais uma vez pediu dinheiro. Às 23h18, as imagens mostram o início da confusão. Houve muita correria dentro do estabelecimento. As imagens não conseguem captar com nitidez o tumulto.
Outro lado
O advogado dos policiais militares, Ardonil Manoel Gonzales Júnior, disse que Toni tentou assaltar a mulher do empresário e ainda teria simulado estar armado. Na visão do defensor, eles cumpriram “com o dever legal” da profissão, que nesse caso significava “defender as pessoas que estavam sendo coagidas pelo africano”. O advogado disse que vai entrar com um habeas corpus para que os policiais saiam da prisão o mais rápido possível. O G1 não localizou até o fechamento desta reportagem o advogado do empresário preso.
Na última sexta-feira (30), o inquérito policial que investiga o caso foi concluído. O delegado Antônio Esperândio indiciou os policiais militares e mais o empresário por homicídio. O inquérito será encaminhado para o Ministério Público, que terá cinco dias para denunciar ou não os suspeitos. O corpo de Toni aguarda um desfecho do Ministério das Relações Exteriores para ser trasladado para a Guiné-Bissau, país de origem do africano. Em nota, o órgão informou que o impasse é jurídico, uma vez que o órgão precisa comprovar o gasto com o transporte do corpo, que deve atingir R$ 30 mil.
FONTE: http://www.diaadianews.com.br/policia/noticias/31936/testemunha-confirma-que-africano-foi-espancado-ate-a-morte
domingo, 2 de outubro de 2011
Leia, reflita e tire suas conclusões...
Veja a opinião de dois colunistas de revistas famosas no nosso país. O primeiro da Revista Veja e a segunda da Revista Época:
Augusto Nunes
Em 31 de outubro de 2007, uma menina com 15 anos, 1m50 de altura e 38 quilos foi presa por tentativa de furto numa casa de Abaetetuba, cidade paraense a quase 100 quilômetros de Belém. Durante o interrogatório, declarou a idade à delegada de plantão Flávia Verônica Monteiro Teixeira. Por achar o detalhe irrelevante, a doutora determinou que fosse trancafiada na única cela do lugar, ocupada por homens. Já naquela noite, e pelas 25 seguintes, o bando de machos se serviu da única fêmea disponível.
Depois de 10 dias de cativeiro, a garota foi levada à sala da juíza Clarice de Andrade. Também informada de que a prisioneira tinha 15 anos, a segunda doutora da história resolveu devolvê-la à cela. A descoberta do monumento ao absurdo não reduziu a força do corporativismo criminoso: por decisão do Tribunal de Justiça do Pará, ficou estabelecido que o comportamento da juíza Clarice não merecia qualquer reparo. Meses mais tarde, a magistrada foi punida com a aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma inutilidade inventada pelo governo Lula, não deu um pio sobre o caso.
O pesadelo ocorrido em 2007 foi reprisado há três semanas na colônia penal agrícola Heleno Fragoso, que abriga 320 condenados em Santa Isabel do Pará, a 70 quilômetros de Belém. Desta vez, de novo com a conivência de funcionários da instituição, uma brasileira de 14 anos ficou quatro dias em poder de cinco presos. “Eu e outras duas meninas que ficaram lá também”, informou a garota em 19 de setembro. “Lá dentro eles obrigaram a gente a usar droga e a beber. Eles esqueceram a porta aberta, porque lá eles deixam a porta trancada. Foi quando consegui fugir”.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma inutilidade mantida por Dilma Rousseff, não deu um pio sobre o caso. Não se sabe qual é a posição que meninas violentadas em cadeias ocupam no ranking de prioridades de Iriny Lopes, ministra-chefe da secretaria.
O que o país acaba de descobrir é que a lista é encabeçada pelas peças publicitárias da Hope Lingeries protagonizadas por Gisele Bündchen. Lançada no dia 20, a campanha mostra qual é a melhor maneira de transmitir más notícias ao marido. No vídeo abaixo, por exemplo, Gisele primeiro conta que bateu o carro usando trajes pouco sedutores. Esse é o método errado. Em seguida, ela repete a notícia semivestida com uma lingerie da Hope. É muito mais sensual. E é esse o jeito certo. “Você é brasileira, use seu charme”, ouve-se dizer uma voz masculina. Confira:
No terceiro dia da campanha, movida por “diversas manifestações de indignação contra a peça”, Iriny contra-atacou com dois ofícios. Num, comunicou ao empresário Sylvio Korytowski, diretor da Hope, seu “repúdio” ao desempenho da top model. Noutro, pediu ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar, que o comercial fosse suspenso. Como a subserviência e a pressa andam de mãos dadas, já nesta quinta-feira o Conar abriu processo contra Gisele de calcinha e sutiã. Atendeu a queixas formuladas por 15 espectadores. Isso mesmo: quinze.
Quinze mais Iriny: “A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, declama a ministra. “Também reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal”. Os avanços passam ao largo de cadeias em delegacias e presídios no campo. E o governo só consegue enxergar discriminação num comercial de alguns segundos na TV.
A exemplo dos colegas de primeiro escalão, Iriny não assina sequer um cartão de Natal sem a autorização de Dilma Rousseff. (Embora não consiga lidar com mais de um assunto por vez, o neurônio solitário faz questão de ser consultado até sobre o cardápio das recepções no Itamaraty). É claro que a ofensiva de Iriny foi combinada com quem, depois de se tornar a primeira mulher a abrir uma assembleia da ONU, virou doutora em questões femininas.
O Brasil anda infestado por tumores que crescem sob o olhar complacente do governo. Exploradores da prostituição infantil, pedófilos impunes, pais que violentam filhos e outras obscenidades vão transformando o país num viveiro de crianças traídas. Com tantas meninas estupradas por aí, Iriny cismou com Gisele Bundchen. Eis um caso que foto explica.
A ameaça de censura ao comercial com ela rodou o mundo. Só que, no anúncio, o objeto é o homem...
RUTH DE AQUINO
Certo ou errado? Gisele Bündchen, de lingerie e salto alto, seduz seu homem (e os nossos também) no comercial de TV. A modelo dá más notícias para o marido. “Amor, mamãe vem morar com a gente.” “Estourei seu cartão de crédito.” “Bati com seu carro.” Gisele séria, de vestido comportado. E sensual, de calcinha e sutiã. “Você é brasileira, use seu charme”, diz a publicidade. A Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) do governo Dilma achou a mensagem “preconceituosa e discriminatória” e quer tirar Gisele do ar.
Desconfio que a Hope, marca da lingerie, tenha contratado as mulheres de Dilma para bombar a campanha. O anúncio com a modelo mais bem paga do planeta virou uma sensação. Em inglês, francês, italiano, espanhol. A ameaça de censura do governo rodou o mundo. Vídeos legendados em diversos idiomas mostram Gisele no duplo papel. A esposa recatada. E a gata provocante. Tudo para vender lingerie... para as mulheres.
Acho o anúncio divertido, leve, maroto. Não me senti ofendida. E olha que sou chefe de família, como 30% das brasileiras. Fico boba com a falta de humor e rebolado da tal secretaria do governo. A nota de repúdio ao Conar, conselho que regulamenta a publicidade, usa uma linguagem pesada como a burca. Inspire. “O anúncio reforça o estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual e ignora os grandes avanços alcançados para desconstruir práticas e pensamentos sexistas.” Expire. Conseguiu ler até o fim? Ah, falta explicar que o governo recebeu 15 – quinze! – queixas de telespectadores indignados com a publicidade. Uma multidão. Por isso, a ministra Iriny Lopes foi à luta contra a lingerie incorreta.
Que tal uma teoria inversa? O anúncio na verdade mostraria o homem como objeto de manipulação das mulheres e não o contrário. O homem é um tolo que cai de quatro para o poder da sedução feminina. Em vez de macho fulo de raiva com o cartão de crédito estourado, o carro batido e a vinda da sogra, o marido invisível se submete, dócil, ao charme de sua mulher.
Quem achou Gisele apelativa? Luana Piovani! A atriz, que vive semipelada no cinema, na televisão e no teatro, disse: “Sei lá, sou meio feminista”. “Não curto mulher de fio dental vendendo cerveja.” Depois de processar Dado Bolabella (ops, Dolabella) por ter levado uns tapas dele na boate, Luana vai ser mãe e acha que “representa as mulheres brasileiras”. Diz que só usa lingerie em festinhas para o marido e que “faz mulher-objeto, mas só na dramaturgia”. Senti uma pontinha de inveja da mulher invisível pela diva brejeira e simpática.
Fui saber a opinião do publicitário Armando Strozenberg, presidente da 3ª Câmara do Conar, do Rio de Janeiro. “Quando vi o comercial, fiz o seguinte exercício: eu colocaria um homem no lugar da Gisele? Nas mesmas duas situações? Claro que colocaria”, diz ele. “A sedução, no Brasil, é mútua. É coisa nossa. E o comercial é uma brincadeira que lida com esse universo. Não desmerece a mulher.”
A ameaça de censura ao comercial com ela rodou o mundo. Só que, no anúncio, o objeto é o homem...
Penso nas cenas de novela com atores sem camisa, mostrando o peitoral, de sunga, de cueca, tomando banhos demorados, ou mesmo de bundinha de fora. Uma exibição deliberada de músculos, barriga tanquinho e testosterona. As mulheres gostam e suspiram. E ninguém reclama que os homens sejam objetos sexuais – eles até gostam. Não gostam?
Não somos Giseles. Estamos longe disso. Mas cada uma de nós tem algo especial para seu homem – nem que seja o sorriso aberto, o olhar sugestivo, um colo ou... E vice-versa. Há 16 anos, eu fazia mestrado em Londres, não havia internet e, em vez de gastar palavreado em cartas para o namorado artista plástico no Brasil, eu mesma fiz uma série de fotos minhas de lingerie e salto alto. Enviava a ele pelo correio uma vez por semana, toda segunda-feira. Eram cartões-postais personalizados. Um “teaser”, na linguagem publicitária. Ele se dizia ansioso a cada novidade semanal do correio.
Quando contei isso a algumas amigas, me olharam incrédulas. E como ficava a imagem de jornalista séria e “meio feminista”? Por que fez isso, Ruth ? Para brincar, seduzir, surpreender e agradar ao namorado. Estamos juntos até hoje.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Ponto de vista... Carta direcionada à revista Veja na íntegra.
A Revista Veja do dia 28 de setembro de 2011 colocou de capa uma matéria chamando a atenção para as leis de nosso país que são "jogadas" pelo Congresso Nacional deixando de lado o que realmente é importante. Até então tudo bem, senão fosse mencionado na dada matéria as disciplinas de filosofia e sociologia (lei federal nº 11684, de 2008).
Começo elogiando a matéria sobre as leis absurdas que infernizam o dia a dia dos brasileiros, pois, vivemos num país totalmente burocrático, e de falácias políticas. Porém, me entristeceu, sendo eu professor de filosofia, sociologia e antropologia o desmerecimento com as duas primeiras disciplinas, parecendo que só estão lá para “encherem linguiça” citando o caso do Acre que só ensina os alunos a produzirem regimes internos para sindicatos (sendo que o Brasil não é só o Acre), e qual o problema deles ensinarem isso também? Concordo em termos que temos que dar maior atenção à educação no Brasil, por isso a filosofia e a sociologia se fazem também importante; pois somos seres racionais e sociais que precisamos mudar essa mentalidade de conformismo e assistencialismo do governo através de reflexões (no caso aqui a matéria), discussões e atitudes. Creio eu, que quem escreveu a matéria partiu de um pressuposto filosófico e sociológico para ter base e argumentação em seus escritos. Então porque desvalorizá-las? Desde cedo as crianças já deveriam ter noções de filosofia e sociologia, como já acontece em algumas escolas (claro, com uma linguagem própria para elas) fazendo-as crescerem críticas e mobilizadoras desta sociedade que precisa tanto de pessoas que visem realmente o bem comum, para que não aconteça o que já estamos vivenciando: menino de 10 anos atira em professora e suicida, menina é estuprada em presídio no Pará... Queremos pessoas comprometidas com uma única causa: resgatar os valores perdidos na sociedade, sem demagogia, sem ideologia, sem utopias; para que haja realmente mudanças nas gerações futuras. A filosofia e a sociologia são muito mais do que isso, elas precisam ter funções libertadoras e explicitas. Agora, basta a nós professores, tanto os de filosofia, de sociologia, quanto os de matemática, de História ou qualquer cidadão, encararmos que toda disciplina tem sua importância e é fundamental para o processo de crescimento intelectual e de emancipação do ser humano.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
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